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DIA DAS MÃES
Segue uma homengem bem humorada às mamães, espero que gostem ou ao menos me perdoem. O texto é meu, escrito à partir da tirinha do genial Fernando Gonsales. Beijos à minha mãe que nem lê este blog.
SER MÃE É ...
há situações que fazem com que a gente não assuma o padecer que é ser mãe que infelizmente, só tem uma

Escrito por a. gabriel às 11h50
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HAICAI by André Luís Gabriel
Só para contrariar o que disse no post anterior, segue um haicai inédito.
manhã de finados orvalhadas nos túmulos as flores atrasadas
Escrito por a. gabriel às 12h43
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Amigos, caros e raros leitores, já devem ter percebido que tenho postado poucas coisas inéditas. O danado do tempo me consome e às minhas vontades também. Por isso, perdoem e vão relembrando alguns escritos. Prometo inéditos à parti de julho. A não ser que queiram textos mais longos, contos, que não costumo publicar aqui. Abraços e beijos a todos e todas.
O ESCRITOR
(André Luís Gabriel)
I. O escritor é uma ilha perdida no oceano. É preciso muitos naufrágios ou acidentes para que alguma alma viva inesperada apareça, sobreviva e seja resgatada, para que enfim, essa ilha, entre no mapa.
II. a mim, escrever é manusear o que não saberia dizer.
Escrito por a. gabriel às 12h45
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HAICAI by André Luís Gabriel
o pássaro bica a fruta madura caída quase perdida
Escrito por a. gabriel às 13h43
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AMARELO
(André Luís Gabriel)
na manhã chuvosa a criança no quarto de casa desenha um sol no caderno
Escrito por a. gabriel às 11h35
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 imagem: Eliana Arndt
HAICAI by Alex Sens e André Luís Gabriel
estrelas no céu do interior o tempo é só mais um ponto de vista
Escrito por a. gabriel às 11h39
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HAICAIS by André Luís Gabriel
de sapos, chuvas, uvas e silêncios
I. chuva no lago expande os domínios do sapo
II. o sapo olha o reflexo das águas, silêncio vivo
III. forte chuva, por hora a raposa desiste da uva
Escrito por a. gabriel às 12h32
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HAICAIS by André Luís Gabriel
I. as mariposas orbitam a lâmpada num vôo aceso.
II. pingo de chuva no olho do sapo: mergulho no lago.
III. quase o casulo enclausura a borboleta.
Escrito por a. gabriel às 15h15
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CONTRAPONTO
(André Luís Gabriel)
I. de bem com a vida deseja bom dia às margaridas.
II. da vida sentindo-se avulso passou a gilete no pulso.
Escrito por a. gabriel às 13h16
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O NÁUFRAGO
(André Luís Gabriel)
Muitas vezes, para se colher a rosa é preciso ir a um jardim muito distante sem saber aproveitar a beleza das pedras no caminho sem sorver a chuva que alegra a flor sem se aquecer ao sol que doura a terra sem saber colhê-la sem perceber o espinho. Grande parte das vezes só nos recordamos que o mar é salgado e profundo sem a capacidade de criarmos navios que o transponha sem compreender que se existe o náufrago é porque a esperança só nos deixa depois da vida. O que dizer daqueles que encaminham suas rosas como oferendas aos deuses do mar? O mar é um interminável caminho onde a pedra e o sol são castigos e a chuva é fonte de doçura, não para a rosa dos deuses. Ao náufrago não interessa o medo do desconhecido pois a vida pode morar na perdida e isolada ilha. Por isso, náufrago, ao colher a rosa, é preciso usar todos os sentidos saber olhar para trás, quem sabe depois de ter atravessado oceanos tempestades, a pele queimada pelo sal e pelo sol implorando por uma pedra a te calçar os pés sorvendo cada gota caída do céu para enfim, na terra desconhecida, longe dos olhos dos humanos colher a rosa solitária, regá-la de beijos compreender seus espinhos e oferecê-la, não ao deus do amor mas a si mesmo como alimento ao Deus que dá a vida.
Escrito por a. gabriel às 12h29
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Perspectivas
(André Luís Gabriel)
I - Um poeta, sobre o pássaro engaiolado
Ainda que na gaiola, aprisionado o gorjeio do pássaro encanta e mesmo sem nem saber do ditado seu canto, nossos males espanta.
II- Funcionário mal humorado de loja Pet Shop
Passarinho preso e ainda assim faz seresta ôh serzinho leso êita bichinho besta!
III - O próprio
Aos que ouvem meu canto desconhecem o timbre de pranto pois meu mundo é uma cela rasa pouco mais que um abrir de asas.
Sonhar o inevitável voar, proteger-me sob celeste manto ao partir desse mundo planarei à minha verdadeira casa.
Escrito por a. gabriel às 12h37
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POETRIX by André Luís Gabriel
acordou mais cedo pulou da cama e sonhou sem medo
Escrito por a. gabriel às 14h06
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 POESIA
(André Luís Gabriel)
Meu companheiro é o silêncio que os anjos cantam emoldurados ao escrever é quando venço faço ouvir segredos pincelados
Escrito por a. gabriel às 13h46
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OLHO
(André Luís Gabriel)
Muitos acreditam que os olhos dizem muito a mim, olhos são paisagens, contemplação. Alguns vêem olhos como livros abertos outros neles querem ler almas segredos fugidios entre piscadelas sobejos sentidos nas marés de lágrimas. Os olhos não envelhecem mesmo que não mais captem luz os olhos brilham embora o tempo apague até estrelas. Talvez os olhos realmente digam algo em meio àquilo que as paisagens não consigam dizer.
Escrito por a. gabriel às 12h50
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CEIA
(André Luís Gabriel)
boca da noite cigarra não canta, jaz formigas mascam em silêncio
Escrito por a. gabriel às 12h50
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