trajédia (porque tragédia pouca é bobajem)
  
POESIA

(André Luís Gabriel)

Meu companheiro é o silêncio
que os anjos cantam emoldurados
ao escrever é quando venço
faço ouvir segredos pincelados



Escrito por a. gabriel às 13h46
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OLHO

(André Luís Gabriel)

Muitos acreditam
que os olhos dizem muito
a mim, olhos são paisagens,
contemplação.
Alguns vêem olhos como livros abertos
outros neles querem ler almas
segredos fugidios entre piscadelas
sobejos sentidos nas marés de lágrimas.
Os olhos não envelhecem
mesmo que não mais captem luz
os olhos brilham
embora o tempo apague até estrelas.
Talvez os olhos realmente digam algo
em meio àquilo que as paisagens
não consigam dizer.



Escrito por a. gabriel às 12h50
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CEIA

(André Luís Gabriel)

boca da noite
cigarra não canta, jaz
formigas mascam em silêncio



Escrito por a. gabriel às 12h50
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RENASCER


(André Luís Gabriel)

por mais escura que a noite seja
sempre haverá o amanhecer
e uma vez ao admirar as estrelas
teremos sempre a idéia de brilho
ainda que o céu
pareça um buraco negro.

tardes vazias podem suceder
manhãs solitárias e frias
e tudo parecer riscado de cinzas
mas há o dia que chega a Primavera
pois as flores só sabem
quando é hora de renascer
depois do inverno
e os pássaros têm na memória
o resplandecer dos jardins,
aparecem sem explicação.

assim somos todos
espectadores de intervalos
quase sem perceber o movimento
do qual fazemos parte
não deciframos
a dádiva de cada amanhecer
quanto às flores
ainda não temos
a sabedoria dos pássaros
porque não enfrentamos nada sem medo
desaparecemos de nós mesmos
estrelas a brilhar para dentro
sem explicação.



Escrito por a. gabriel às 14h06
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(André Luís Gabriel)

tempos atrás o importante
para mim era pensar
hoje não penso assim



Escrito por a. gabriel às 14h31
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SER

(André Luís Gabriel)

o
 medo de ser pequeno
me fez maior que poderia
nas coisas que me cabiam



Escrito por a. gabriel às 12h12
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POETRIX by André Luís Gabriel

a morte é uma viagem
com bilhete só de ida
e sem bagagem



Escrito por a. gabriel às 12h35
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MUSEU DE NOVIDADES

(André Luís Gabriel)

nada de novo
repetidamente
tudo de novo



Escrito por a. gabriel às 13h14
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ESPERA

(André Luís Gabriel)

metrópole parada
sol rumo ao poente
o sinal vermelho



Escrito por a. gabriel às 12h35
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RECADO

(André Luís Gabriel)

nada fácil falar de amor em poucas linhas
ele que às 
vezes fala em outras línguas
e ainda é (im)
preciso lê-lo nas entrelinhas




Escrito por a. gabriel às 12h55
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O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?

(André Luís Gabriel)

uns dizem que você é o que come
outros que você é o que pensa
então pense muito no que vai comer



Escrito por a. gabriel às 13h16
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BRASIL, Sudeste, CAIEIRAS, Homem, de 36 a 45 anos, Música, Arte e cultura> andreluisgabriel@bol.com.br


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